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O teste da orelhinha é mesmo necessário?

O teste da orelhinha é um exame feito em recém-nascidos, que não leva mais que cinco minutos e não provoca nenhum desconforto no bebê. Sua finalidade é identificar, precocemente, eventuais deficiências na audição, que podem afetar, inclusive, o desenvolvimento da linguagem.

Embora possa não parecer, os problemas auditivos em recém-nascidos não são incomuns, o que reforça a importância da realização do exame. Segundo os estudos epidemiológicos realizados em vários países, entre um e seis em cada mil bebês apresentam algum tipo de problema auditivo.

A boa notícia é que caso o diagnóstico ocorra precocemente e o problema seja tratado, podem ser evitados prejuízos cognitivos e sociais ao bebê. Caso contrário, o diagnóstico tardio pode comprometer sensivelmente o desenvolvimento da linguagem.

A outra boa notícia é que no Brasil o teste é obrigatório e gratuito em maternidades e hospitais públicos desde 2010. É feito no segundo ou terceiro dia após o nascimento da criança, preferencialmente dentro dos primeiros 30 dias de vida.

Grupos de risco, diagnóstico e tratamento

Os problemas auditivos são mais frequentes em recém-nascidos que estão expostos a determinadas condições. Uma delas é algum tipo de complicação durante o parto que comprometa a oxigenação do bebê. O uso de antibióticos ototóxicos pela mãe, sobretudo nos primeiros três meses da gestação, o nascimento prematuro ou o tamanho muito pequeno do bebê são condições que podem trazer comprometimento à audição.

Além disso, doenças como meningite, rubéola, citomegalovírus, sífilis, tumores, síndromes congênitas e lesões neurológicas podem comprometer a audição do bebê.

De acordo com as estatísticas, 98% dos bebês que são submetidos ao teste da orelhinha passam no teste. Mesmo se falhar, o resultado não deve alarmar os pais, pois a maior parte dos diagnósticos positivos é causada pelo acúmulo de secreções no pós-parto. Em todos os casos, o exame deve ser repetido de acordo com o estabelecido pelo seu otorrinolaringologista. Somente se o novo resultado for alterado deve ser feito o BERA, procedimento que faz o registro da atividade elétrica, acompanhando o sistema auditivo até o cérebro. Esse outro exame é mais preciso para o diagnóstico audiológico.

Caso seja determinado que o bebê deva se submeter a tratamento, o uso de aparelhos auditivos é uma possibilidade e pode ser acompanhado pela estimulação fonoaudiológica. Em alguns casos, o tratamento definitivo é cirúrgico, por exemplo, com uso de implantes cocleares.

Como é o teste da orelhinha

O teste é feito com um fone de ouvido, que é colocado na orelhinha do recém-nascido, que leva estímulos sonoros ao bebê. Um aparelho registra a reação das células cocleares, que são as responsáveis pela captação do som, contraindo e distendendo em consequência desses estímulos.

O teste da orelhinha pode, inclusive, ser aplicado enquanto o recém-nascido dorme, e serve para apontar irregularidades nas células ciliadas, que captam as ondas sonoras.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como otorrinolaringologista em Governador Valadares.

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