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Zumbido no ouvido – o que pode ser?

Mesmo estando em ambientes fechados, algumas pessoas ouvem um zumbido no ouvido. Aparentemente, esse fenômeno não está relacionado a nenhum emissor interno ou externo ao ambiente. Trata-se de um efeito produzido pelo próprio ouvido.

O ruído é semelhante ao som de um apito, uma cigarra ou uma cachoeira. É um chiado constante, que pode ser contínuo ou intermitente, acompanhado pela sensação de se estar com o ouvido tapado.

Em alguns casos, pode ser agravado pelo estresse e pela ansiedade, podendo ser acompanhado pela falta de equilíbrio e pela sensação de tontura. É um problema mais comum em pessoas com idade avançada, fumantes ou com problemas circulatórios.

É hora de consultar um otorrinolaringologista?

Talvez. Em geral, o zumbido que você ouve, também chamado de tinnitus, é consequência da exposição prolongada a ambientes extremamente ruidosos, barulho intenso ou pode mesmo ser consequência de um resfriado.

Nesses casos, o tinnitus não apresenta riscos. O ruído irá desaparecer depois de algumas horas ou, no máximo, alguns dias.

Caso esse ruído aconteça com maior frequência e/ou permaneça por mais de 48 horas, é recomendável que você procure um otorrinolaringologista, pois o sintoma pode estar relacionado a algo mais grave, como infecções e tumores auditivos, que devem ser tratados o quanto antes.

Em alguns casos, para se chegar ao diagnóstico pode ser necessário a realização de exames de imagem, como ressonância magnética e tomografia.

Outras causas do zumbido no ouvido

Além das causas já abordadas, como a exposição ao barulho, o fumo e os problemas de circulação, o tinnitus pode estar relacionado a outras condições, que vão desde um simples excesso de cera a um tumor no cérebro ou no ouvido.

Na grande maioria das vezes, está relacionado a perdas auditivas (inclusive aquela acarretada pelo envelhecimento, que ocorre com maior frequência em pessoas com mais de 60 anos), otosclerose (que é o endurecimento dos ossos do ouvido), acúmulo de colesterol, pressão alta e distúrbios psiquiátricos.

O tinnitus pode ser consequência, também, do uso de determinados medicamentos, como a aspirina, usada em doses muito altas, antibióticos, como vancomicina, polimixina B e Neomicina; remédios para combate ao câncer, como a mecloretamina; diuréticos, como furosemida e bumetanida; e antidepressivos.

O tinnitus possui tratamento?

O tratamento do tinnitus está relacionado diretamente à causa. No caso de excesso de cera, o tratamento é a remoção desse excesso pelo especialista, em caso de infecção, o tratamento é a aplicação de antibióticos. Se o problema for perda de audição, a solução é o uso de aparelhos auditivos ou a realização de uma cirurgia.

Há casos, também, em que o zumbido no ouvido pode ser tratado com ansiolíticos, que agem no sistema nervoso ou  até com terapia comportamental. O especialista indicará a melhor opção de acordo com o seu caso.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como otorrinolaringologista em Governador Valadares.

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